Ana Hatherly

Quando eu era criança                      

Do outro lado da minha rua                

GOSTAVA MUITO DE OLHAR  AS ...         

Este poema em prosa não é um poema para crianças. Aliás, grande parte dos poemas [e outros textos], que propomos para trabalho de texto com as crianças não foram pensados para elas, pelos seus autores, quando foram escritos. Ao fazê-lo, não estamos, de forma alguma, a trocar a literatura para crianças por uma literatura que não é para elas. A ideia é apresentar aos pequenos leitores aprendizes, desde cedo, [numa idade em que estão mais disponíveis], poemas e textos "sem idade", de autores consagrados, na convicção de que, se tivermos a habilidade de ensinar as crianças a gostar deles, mais tarde terão melhores hipóteses de voltar a eles à procura do mesmo entusiasmo.
 

Proposta de um plano de trabalho para este poema

Ana Hatherly escreveu um livro com pequenos poemas em prosa, a que deu o nome de “tisanas” [A exploração do título fica em aberto: se alguém perguntar o significado do título, avançamos com a explicação; caso contrário continuamos com a apresentação da proposta de trabalho].
O pequeno poema em prosa, que tenho para vos apresentar, começa assim:
“Pela janela aberta entrou uma mosca”

E o poema continua com a Ana Hatherly a falar da mosca, do que ela e a mosca fazem… É uma espécie de história, contada no presente e na primeira pessoa, pela autora.
E mais não digo! Ou melhor, digo apenas que a mosca é daquelas moscas grandes, que gostam de se fazer ouvir. E tem um final feliz, para a mosca e para a autora.
Agora toca a ver a mosca a entrar pela janela e a escrever o que acontece.
Ah, mais uma coisa: a cena parece passar-se numa sala.
Não se esqueçam que estou a pedir poemas em prosa [mas se for em verso também serve, é convosco]. Quero ouvir frases [ou versos] a soar bem ao ouvido. Não se ponham inventar “cenas” malucas. Pensem em coisas que acontecem às moscas, que as moscas fazem mesmo… No fim, comparamos os poemas: lemos o poema da Ana Hatherly, e lemos os nossos também; e fazemos, nos nossos poemas, as alterações que as nossas leituras pedirem.

PELA JANELA ABERTA ENTROU UMA MOSCA