Carlos Drummond de Andrade

NO MEIO DO CAMINHO                        
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A VERDADE DIVIDIDA                                                                                                                                                                                                                                            
A PALAVRA MÁGICA                                                                                                                                                                                                                                                
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Um poema de Carlos Drummond de Andrade, para início de conversa sobre a Verdade e a Razão o conhecimento, o engano, a manipulação..., numa aula de Filosofia, de Desenvolvimento pessoal e social, de Português, ou do que seja... Ou simplesmente para ler e voltar a ler silenciosamente ou dando voz [alta] ao poema.

 

Sugestões de tópicos para orientar a conversa

A verdade, quem a tem? Ninguém ou toda a gente! Ninguém prescinde da verdade, todos a querem a seu lado. Às vezes, não a tendo, quando se trata de afirmá-la, seja por ilusão, capricho ou miopia, não se inibem de afirmá-la.

No poema Drummond de Andrade, a verdade apresenta-se dividida, de acordo com os juízos daqueles que insistem em alcançá-la para saber. Saber o quê?

Em que circunstâncias do dia-a-dia usamos a palavra verdade?

A verdade é algo que partilhamos com o outro, está no centro da nossa relação com ele. Se tenho de evocar a palavra verdade quando o outro me contesta, talvez a verdade não esteja no que afirmo ou, pelo menos, não esteja a verdade toda.

 

De diferentes lugares é impossível termos a mesma vista:

O que vejo como verdade deste lugar pode não coincidir com a verdade que veria de outro qualquer.

Porque digo o que digo? 

Até que ponto estou certo do que digo?

 

«A porta da verdade estava aberta»!

Verdade? A verdade assim de mão beijada? E ninguém desconfiou de nada?

Uma porta aberta é sempre de desconfiar. Quem a abriu, ou esqueceu-se de a fechar, ou deixou-a aberta por algum motivo. Cá para mim é mais seguro enfrentar portas fechadas! Portas abertas são só facilidades na hora de passá-las. E facilidades a mais, às vezes, fazem-nos imprudentes.

Este belíssimo poema, para além de ser um convite a que acom­panhemos Carlos Drummond de Andrade na busca sem fim da «senha da vida, da senha do mundo», pode ser um óptimo início de conversa [numa aula que pode sair da disciplina de português, e visitar a filosofia, o desenvolvimento pessoal e social, ou qualquer outra área que valorize a conversa] sobre as palavras que pre­enchem as nossas vidas com os seus sentidos.
Poderá ser um convite para lembrar leituras passadas na busca das palavras que nos cativam.
Então, depois do desafio da viagem pelo poema, com a nossa leitura, segue-se o desafio da desco­berta da palavra que nos inspira, e que não será a mesma para todos.
Talvez se descubram palavras que podemos oferecer! Oferece-se tanta coisa, porque não uma palavra? Uma palavra para oferecer em dias especiais, marcados no calendário: uma palavra para a mãe, no dia da mãe; uma outra para o pai, no dia do pai… , ou em qualquer dia porque sim. Feita a escolha, é só embrulhá-la noutras palavras numa frase, num poema… ou oferecê-la apenas numa moldura.